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quarta-feira, 18 de março de 2015

A Montanha dos Mackenzie - Série Mackenzie #1 - Linda Howard - Rainhas do Romance 2




Ruth, uma cidade pequena do Wyoming, está prestes a aprender algumas lições com a nova professora local. Para começar, Mary Elizabeth Porter está decidida a convencer o jovem Joe Mackenzie a voltar para a escola. Mas Joe e seu pai, Wolf Mackenzie, sofrem o preconceito dos habitantes de Ruth por serem metade índios e metade brancos.

Além de todos os obstáculos morais, Mary enfrenta também a natureza inóspita da montanha dos Mackenzie e, em meio a uma forte nevasca, segue para a fazenda deles. No meio do caminho, encontra Wolf. Agora, Mary sabe que também terá de amaciar o coração amargurado de Wolf e ensiná-lo a maior de todas as lições da vida: a capacidade de amar e de se deixar ser amado.

Temas: Índios, Mocinhas determinadas, Mocinhos que sofrem, Professor(a), Fazendeiros

Comentários - CONTÉM SPOILERS


Adoro esses livros contemporâneos eróticos (ex.: a série With me in Seattle), mas falta nesses livros o que há de sobra em A Montanha dos Mackenzie: drama, conflitos que nos prendem e nos emocionam. Conflito nesse livro da Linda tem aos montes, é impossível não se emocionar e se envolver com o drama de Wolf e Joe Mackenzie, pai e filho de origem indígena que são marginalizados e hostilizados pela cidadezinha. É impossível não admirar a coragem e a determinação da pequena professora Mary Elizabeth.

O livro já começa em alta temperatura:






     Mary Elizabeth Porter, a nova professora de Ruth, fica sem entender porque Joe Mackenzie, um rapaz de 16 e melhor aluno da escola, havia abandonado os estudos antes mesmo de ela chegar à cidadezinha. Intrigada, ela resolve ir à montanha dos Mackenzie onde Joe morava com o pai, mas é surpreendida pela nevasca e por seu carro quebrado. É aí que aparece Wolf Mackenzie, que chega sem dizer nada, já pegando ela no colo para tirá-la da neve.
Mary é descrita como uma típica professora solteirona, se veste muito mal (até o mocinho acha isso), nunca teve contato íntimo com homens (nem um beijinho! aí já é um exagero para uma mulher de 30 anos, né), é baixinha, branca, com cabelos castanhos claros, olhos azuis e óculos de grau. Ela fica intimidada com aquele gigante másculo e Wolf interpreta a reação dela como repulsa por ele ser mestiço (que dó!).
Mas quando eles estão na fazenda, ele percebe que a reação dela é devido à timidez e falta de contato mais íntimo com os homens, não por preconceito. As coisas esquentam (lembrando que ele estava necessitado de uma mulher na noite anterior hahah) e eles trocam um beijaço, o primeiro beijo da Mary, a coitadinha nem sabia beijar. Apesar de Mary ser inocente como uma criança, ela correspondeu ao beijo sem reservas, não só ao primeiro beijo, mas a todos os momentos íntimos que teve com Wolf.
Após o beijo, conhece Joe e para sua perplexidade, descobre que pai e filho são abertamente hostilizados por sua origem indígena pelo povo da cidade, o rapaz era menosprezado até por alguns professores, por isso decidiu abandonar os livros e se dedicar à fazenda. Mas Mary como excelente professora e ser humano que se preocupa com o próximo, descobre também que a grande paixão de Joe era pilotar avião, então consegue fazer com que ele pelo menos aceite ter aulas particulares com ela para poder entrar na Academia da Força Aérea.
Tudo isso que comentei até agora se passa no comecinho da história, digamos que é apenas 5%. Para não o post não ficar gigante (visto que adoro o livro e posso ficar empolgada demais), tentarei resumir o resto o máximo possível: Mary se dedica à escola durante o dia e às aulas particulares para Joe durante à noite, nesse meio tempo ela e Wolf ficam muito envolvidos, embora Wolf tente se afastar dela, pois tem medo que ela sofra represálias do povo da cidade por se envolver com ele. 
Além de todo o preconceito que pai e filho tem que enfrentar, há outro grande drama do passado, Wolf foi acusado e preso por estupro, ele não era culpado, mas como não acharam o verdadeiro culpado jogaram a culpa no indígena. Esse trauma volta a assolar quando começam a aparecer na cidade moças violentadas, logo querem jogar a culpa em Wolf de novo. Mary não acreditou nas acusações e defendeu- o até o fim.
Não demora para os dois se envolverem emocionalmente, sexualmente e em todos os sentidos. Enquanto Joe continuava com sua dedicação aos estudos e enfrentando a hostilidade das pessoas, Mary se tornou uma "muralha" em defesa dos amados dela, ignorando os comentários malvados das pessoas, e Wolf tinha que lidar com as acusações de estupro.
Um acontecimento traumático muda o jogo, provando que Wolf era inocente e fazendo com que ele fosse à caça do estuprador. Os momentos finais são cheios de tensão e ação.


O QUE GOSTEI (não vou colocar o que não gostei, porque não há nada que eu tenha desgostado)

- Esse trio de personagem é CATIVANTE. Sinceramente, eu pegaria pai e filho (separados, tá! rs), o Joe é jovenzinho mas é super maduro pra idade (também pudera com tudo o que ele passou), é tão bonito e alto como o pai. Mas ninguém supera Wolf Mackenzie (ele está na lista dos meus mocinhos favoritos. meus, só meuuuuus! hahaha ), a descrição física dele  é TDB, ele tem muita dignidade, criou sozinho o filho, foi preso injustamente,  sofreu preconceito, mas superou tudo isso. E tem uma libido...ulalá!

- O que falar da Mary Elizabeth? Ela não é feia, mas está bem longe dos padrões da moda, todavia isso não significa nada perto do caráter, determinação, generosidade e força dessa mulher. Ela é uma personagem incrível! Dessas que marcam mesmo.

- O enredo do livro é demais. A trama é muito bem construída, tanto que é impossível não se envolver com os personagens e quase chorar. Os temas preconceito e injustiça me fizeram tremer de raiva...quando isso acontece fica claro pra mim que a autora é mto boa!

- É hot na medida certa.

- O epílogo é maravilhoso

- Há continuação com cada filho deles. O próximo da série (que postarei em breve) é com o Joe Mackenzie.



                                                                             BAIXA AQUI



sábado, 14 de março de 2015

A família Cherokee - Sheri Whitefeather - Desejo 19



Deparar-se com a namorada desaparecida, Heather Richmond, na porta de casa com um bebê no colo, foi um choque para Michael Elk. Aquela loura deslumbrante tinha dilacerado seu coração quando sumiu há 18 meses. Agora, Heather reaparece e pede para Elk que assuma o bebê do irmão dela.

Temas: Índios, Reencontro, Mocinha determinada, Fazendeiros e Cowboys

Comentários - CONTÉM SPOILERS


Olá, meninas, acabei de postar o livro Cherokee baby, história do Bob e da Julianne, e agora vou compartilhar a história do Michael Elk, sobrinho do Bob.

Posso afirmar que essa autora saber mexer com as nossas emoções. Na história do Bob fiquei emocionada por causa da deficiência dele e a insegurança da Julianne por causa da idade. Mas nessa história do Michael e da Heather me emocionei muito mais. 
O casal cresceu junto. O meio-irmão dela, Reed (também descendente de índio cherokee) era melhor amigo de Michael. Mas Reed se afasta e entra no mundo do crime, enquanto isso Michael e Heather viviam juntos e felizes. Até o dia em que Heather some e só reaparece 18 meses depois com um bebê no colo, sobrinho dela.
Michael fica em choque, ele guardava muito rancor dela. Não conseguiu nem se relacionar com outras mulheres, pois ainda pensava nela. Mesmo assim não queria vê-la nem pintada de ouro.

Ela explica porque fugiu (uma história muito triste, não vou entrar em detalhes, mas envolve o irmão criminoso). Mesmo o motivo sendo convincente, o mocinho ainda não aceitou de bom grado e a tratou com muita frieza. Mas agora ela precisava da ajuda dele, para fingir que ele e ela eram pais do sobrinho dela e escapar do avô mafioso do menino.

No começo, Michael foi bem chatinho não querendo aceitar nem ela, nem o bebê. Mas depois é lindo ver como ele ficou envolvido e até desejando que ele fosse o pai verdadeiro do bebê.

As coisas entre os dois se acertam. A mocinha é muito determinada e em momento algum escondeu os sentimentos por ele. Mas ainda tem um segredo do passado que poderia arruinar a relação deles, um segredo muito triste e comovente.

Um momento muito triste do livro é quando a mocinha vê pela última vez seu irmão e ele se despede do filho, juro que rolou uma lágrima!

É uma história muito linda, com uma mescla de tristeza. Recomendo a leitura.


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Cherokee Baby - Sheri Whitefeather - Desejo 10




Julianne McKenzie viveu uma única noite de paixão com Bob Elk, um garanhão descendente da tribo de índios Cherokee, e agora está grávida. Bob, porém, pensa ter perdido a capacidade de amar e teme não poder dar a Julianne e ao bebê tudo o que eles merecem.
Mas de acordo com a tradição Cherokee, Bob tem de dar um lar para a criança, mesmo que não lhe entregue seu coração.

Homem. Mulher. Criança. Três almas ligadas pelo destino. Que só estará completo quando Bob enfrentar seu maior medo... E Julianne lhe provar o quanto ele merece ser amado.

Temas: Índios, Gravidez, Fazendeiros e Cowboys, Viúvos, Deficientes

Comentário - CONTÉM SPOILERS


Resuminho básico:

Julianne é divorciada e vai com 2 primas comemorar seus 40 anos num rancho-hotel. Chegando lá, fica de cara atraída pelo dono do lugar, Bob Elk, um lindo descendente de Cherokee, quarentão e viúvo. Ela decide se "jogar" e tenta conquistar Bob pra passarem pelo menos uma noite juntos. A coitada foi abandonada pelo marido que a trocou por uma mulher de 20 anos.
Bob fica imediatamente atraído por ela, mas não quer se envolver...ele se culpa pela morte da esposa e ele é deficiente, teve uma perna amputada no acidente que matou a esposa e não quer que ninguém veja a deficiência.
Eles tem uma noite de amor, ela vai embora e cada um continua sua vida. Até ela descobrir que estava grávida (ela achava que era estéril, por isso não se protegeu qndo fizeram sexo).
Ele fica satisfeito com a notícia e pede pra ela ir morar no rancho, mas não oferece casamento ou relacionamento mais sério. O arranjo entre eles dá certo, mas a atração é forte demais pra fingir que daria pra ser apenas amigos. Eles passam a ter relações, mas ele tem medo de se envolver por causa do trauma do passado e pelo fato de ser deficiente...ele simplesmente abomina a ideia de ela vê-lo sem calça e sem a prótese. Fiquei morrendo de dó dele..

O conflito do livro é: ele superar o passado e reconhecer que ela o aceita do jeito que ele é, sem perna ou com perna.

Também tem o conflito da Julianne: ela sente o peso da idade e se sente insegura por causa disso. E fica mais insegura ainda quando descobre que a falecida dele tinha apenas 22 anos quando morreu, era 17 anos mais  nova que ele. Então ela pensa que ele prefere as novinhas...



Gostei bastante desse livro, pois ele sai um pouco do usual:

- Primeiro porque a mocinha não é tão novinha como estamos acostumadas a ver nos livros. Julianne tem 40 anos e Bob 42. Já vi muito mocinho quarentão em livros, mas eles se relacionavam com mocinhas na casa dos 20.

- Após uma única noite de amor, Julianne engravida. Achei bacana o fato de Bob não tê-la pedido logo em casamento, acho que ele fez o que qualquer casal maduro faria: "Eu quero criar meu filho, então vem morar perto de mim, que te arranjo um emprego, te proverei e poderei acompanhar a gravidez e o crescimento do meu filho". Achei bacana porque em 99% dos livros o mocinho propõe logo casamento, a mocinha aceita e passa a viver na eterna dúvida "ele quer casar comigo só por causa do filho ou realmente sente algo por mim?" e assim ela se massacra durante toooooda a história. Nesse livrinho é diferente (acho que justamente por causa da maturidade do casal), os dois passam a viver perto um do outro, como "amigos" e depois quando se sentem preparados se casam.

Então se você gosta de livros com deficiência, mocinhas bem maduras, gravidez não planejada, pode gostar bastante dessa história.


A mocinha é descrita como uma irlandesa ruiva de olhos verdes. Pensei na atriz Amy Adams que também tem 40 anos:



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PS.: Tem a história do sobrinho do Bob, irei postá-la em seguida.